quarta-feira, 29 de junho de 2016

SALVEM SEUS FILHOS!


Nos últimos dias... “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará...” Mateus 24:12

Nunca se teve tanta informação, de uma forma tão rápida e com acesso livre em nenhum tempo passado. As tecnologias de Informação e Comunicação estão cumprindo seu papel na globalização das informações para toda a humanidade. Hoje os acontecimentos são transmitidos simultaneamente de toda a parte do mundo, aconteceu você já está sabendo. Recebemos muito mais informações, em nosso cérebro em um ano, do que qualquer outra pessoa no passado já recebeu durante toda sua vida. Compartilhamos tudo e com todos, as redes sociais estão a todo vapor, da mesma forma que passamos nossas informações de onde estamos, o que estamos fazendo, como estamos nos sentindo, nós também recebemos informações de milhares de pessoas durante todo o dia, com os recursos computacionais, Smartphone etc. o mundo virou um grande “reality show” com imensas janelas de nossas vidas abertas para todos os lados onde compartilhamos também as janelas do mundo.

Os benefícios para a comunicação são indubitáveis, podemos conversar com pessoas distantes fisicamente, mas que estão nas palmas de nossas mãos, acessíveis a um toque. É a era tecnológica que inova a cada dia. O que hoje é novidade, amanhã se tornará obsoleto e ultrapassado, empurrando a sociedade para um consumo desenfreado em busca da última geração tecnológica. Estas inovações estão atingindo todas as gerações, até os mais idosos acabam se rendendo as tecnologias, mais cedo ou mais tarde. Como Tecnólogo e Professor de Informática, tenho muito propriedade sobre este assunto, convivo com as tecnologias e busco soluções tecnológicas para nosso dia a dia, mas será que nossos filhos estão preparados para terem suas vidas abertas e expostas como as mídias sociais tem feito hoje em dia?

Como Pastor de Crianças, confesso que esta tem sido minha grande preocupação nos últimos tempos. Temos em casa um dos maiores inimigos para educação cristã dos filhos que são as tecnologias e ferramentas computacionais. Hoje muitas crianças já tem seu celular, acesso à internet, redes sociais e muito mais, nossos filhos estão expostos “ao mundo” mais perverso e maligno que qualquer pessoa já pode ter contato. Muitos filhos estão sendo tragados pelo inimigo bem debaixo do seu nariz. Pais eu estou dizendo que o diabo pode estar dentro da sua casa, atuando na vida dos seus filhos de uma forma avassaladora. Se seu filho tem acesso as redes sociais, se tem celular com internet, eles podem estar sendo influenciados e “discipulados” para uma vida longe do Senhor.

Você tem acesso ao celular do seu filho? Tem acesso livre as redes sociais deles? Você sabe com quem e o que conversa com as pessoas nas madrugadas, enquanto você dorme o sono dos justos? Não você não sabe! Talvez seja um choque tudo o que estou lhe falando ou até diga ai pra você mesmo: “... não, meu filho (a) não eu o(a) conheço...” Engano, nós não conhecemos nossos filhos, Deus conhece. O plano de satanás é destruir seu filho, e ele conseguiu uma ferramenta fantástica que é um celular na mão dele 24h por dia. Estamos perdendo nossos filhos bem debaixo do nosso nariz. A Iniquidade (pecados repetidos em nossa geração) estão tomando conta das crianças e cada dia mais vemos menos amor, menos respeito, menos Deus no meio desta geração.

O que fazer? Todos queremos uma resposta fácil tipo... “...confia no Senhor e será salvo tu e tua casa...”(Atos 16:31)  ou ainda “...mil cairão ao teu lado, dez mil a tua direita mas tu não serás atingido...” (Salmos 91:7) ou ainda quem sabe “...Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam...”(Deuteronômio 7:9) Todas estas passagens são verdadeiras para os que fizeram e fazem o “dever da casa” sem negociar, sem retroceder, sem procurar agradar os “filhinhos”. Não adianta reivindicar Provérbios 22:6 se você não ensinou de fato seu filho “no caminho que deva andar...” A resposta para de fato “o que fazer?” é um pouco mais difícil, dolorida e trabalhosa, aprenda a DIZER NÃO! Pelo amor de Deus, ame seu filho e diga NÃO a ele muitas vezes quanto necessário, mesmo que seu coração queira dizer sim. Comece firme, mostrando que você é autoridade sobre a vida dele e que será “o controle de conteúdo” do seu filho. Tenha acesso ao celular, redes sociais, conversas dos seus filhos. Mas isso não é invadir a privacidade dos seus filhos? NÃO Isso é amar e cuidar dos seus filhos. Você vai se surpreender, pra não dizer se horrorizar com coisas que pode descobrir que seus filhos possam estar envolvidos, vendo ou participando.

Você é responsável pelos seus filhos, pela “comida” que eles estão comendo. Não adianta só leva-los a igreja e achar que tudo está bem, seus filhos precisam de controle, de limites. Quem disse que crianças precisam de celular?  Que elas precisam ter uma “rede social”? Quem disse que eles precisam de conexão com internet “full time”? Meu Deus, será que você não percebe que tudo isso são ferramentas que podem estar distanciando seus filhos do Senhor? A culpa é nossa sim, permitimos que nossos filhos fossem iguais aos filhos do vizinho que tem um smartphone da última geração, para não se sentir inferior, afinal todos os coleguinhas da escola também tem. Nossos filhos não tem que viver segundo o padrão do mundo, não criamos nossos filhos para o mundo os criamos para Deus.

Desafio você pai, mãe a participar ativamente da vida do seu filho, inclusive de tudo que ele participa, conversas, o que eles publicam ou interagem nas redes sociais ou até com seus amigos. Não seja omisso, não seja permissivo, não esqueça que o mundo jaz no maligno e que vamos dar contas diante do Senhor dos nossos primeiros discípulos, nossos filhos.

Pr. Eduardo Bergsten
http://dudabergsten.blogspot.com.br


segunda-feira, 20 de junho de 2016

QUANTO VALE O SHOW?





Jargão tradicional de um dos programas do Silvio Santos, também um Rap conhecido dos Racionais, mas o que desejo com este post é trazer a reflexão sobre um assunto que ao mesmo tempo é delicado, também é necessário de se falar. Quanto se “pagar” para um pregador, missionário, um músico para ir na sua igreja?

Sempre nos perguntam qual o valor que nós cobramos para ministrar. Nossa resposta é sempre a mesma: "não cobramos nada, mas pedimos uma oferta missionária", então a pergunta volta: “e de quanto é esta oferta missionária?

Responder esta pergunta de forma a satisfazer as pessoas que estão interessadas em nosso trabalho e ao mesmo tempo de forma que venha garantir nosso sustento ministerial, muitas vezes se torna a questão mais difícil e crucial do momento.

A resposta passa por diversos níveis de compreensão e entendimento, muitos Pregadores Itinerantes tem uma tabela de valores para ministrar em igrejas, não quero aqui criticar quem trabalha desta forma, mas quero leva-los ao bom senso da situação. 

Primeiramente reconheço que o Senhor é quem nos sustenta, Ele que prove tudo que nós precisamos pois reconhecemos nosso chamado, tenho convicção daquilo que estamos fazendo, vemos as mãos do Senhor sobre nossas vidas, sobre nosso ministério, vemos frutos, temos testemunhos constantes da Obra que o Senhor está realizando através de nossas vidas. Somos missionários, pregadores, pastores, palhaços, não vivemos pra “ganhar dinheiro” com o que fazemos, vivemos para anunciar as boas novas da salvação, mas vivemos sim do ministério. “Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” (1Co 9. 13-14) , então nada mais justo que também “a obra” nos sustente. Poderia citar vários argumentos bíblicos para este princípio, mas vou me deter apenas neste: “...assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho...” Texto lindo, rico mas pouco compreendido. Já fomos exortados a “cobrar um valor específico” para ministrar em igrejas, não fazemos isso, mas não quer dizer que não venhamos um dia fazer, se o Senhor assim nos orientar, mas, todavia, contudo, entretanto a boa vontade com que servimos ao Senhor dá lugar para a má vontade de muitos irmãos em abençoar nosso ministério após uma ministração.

Já vimos de tudo nesta caminhada. Pessoas que pediram para igreja trazer uma oferta para nós e no final nos derem um valor qualquer, pastores baterem em nossas costas dizendo que “não tem preço que pague o que fizemos” e nos despedir só com um “Deus te abençoe”, mas também já vimos igrejas pequenas em estrutura e grande em amor que nos honraram além do que esperávamos. 

O importante para nós não é o “valor da oferta” mais a atitude da oferta. Ouvimos com frequência de líderes que a oferta que estão nos repassando, não tem participação da “igreja” e sim entre as “professoras e tias” (Pois trabalhamos em sua grande maioria com Ministério Infantil). Muitas igrejas não investem no ministério infantil e quando estes se mobilizam para um evento, são as próprias professoras, líderes e integrantes do ministério infantil que precisam arcar com todo o custo, e se viram em cantinas e outros artifícios. Então pergunto, esta atitude (por parte da igreja) está honrando o Senhor? Claro que não. É lindo ver os integrantes do ministério infantil se desdobrando em mil para levantar recursos e levar um pregador infantil para seu evento, mas onde fica a “honra da Igreja” a Deus?, pela vida daqueles que se preparam, para ministrar algo do Senhor para suas igrejas? Confesso que ficamos entristecidos de ver este descaso. Ratifico, não é o valor da oferta, mas a atitude. Em Lucas 21 Jesus fala da atitude da oferta da viúva e não do valor e esta atitude está faltando em muitas igrejas quando cobram de seus “fiéis” o tudo e na hora de honrar as pessoas que vão abençoar seus trabalhos, os tratam de qualquer jeito. 

Em muitos lugares somos recebidos como “anjos” com toda hospitalidade e carinho. Sentimos que estavam nos esperando, lugar preparado, em tantos uma mesa com alimentos, sucos, etc. Em outros nos levam para as refeições, nos hospedam com o que tem de melhor. Isso nos impacta, pois sabemos que estão honrando ao Senhor através de nossas vidas – “...quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes...” Mateus 25:40 em outros lugares, chegamos e as vezes dá vontade de voltar, se não tivéssemos convicção de nossa missão era o que faríamos. Tudo isso só ratifica que alguns entendem o princípio da honra, não a nós, mas ao Senhor e outros estão longe desta compreensão e isso não tem nada haver com as condições financeiras da igreja, mas do coração das pessoas.

Quanto ou qual o valor da oferta a se dar? Você mesmo pode responder. Em virtude do tamanho de sua Igreja, do trabalho a ser exercido pelos ministrantes, o tempo que vão levar, o deslocamento, o preparo que foi necessário para que o ministrante faça um trabalho de excelência, qual as condições da Igreja, qual o valor que honraria o Senhor com o trabalho realizado pela vida do ministrante? Se nada disso funcionar então melhor você ser justo e se perguntar: “...quanto vale o show?” quem sabe a sua sinceridade será maior do que sua generosidade?

Por tanto pastores, líderes e integrantes de ministérios, honrem aquelas pessoas que vão abençoar suas igrejas, honrem primeiramente ao Senhor com sua oferta, pois se estiverem honrando ao Senhor, com certeza também estará honrando o pregador pelo seu trabalho e ministério. Uma coisa é certa, se você não for fiel a um princípio, o Senhor sempre será àqueles que Ele chamou.

Deus vos abençoe!


Por. Pr. Eduardo Bergsten (Líder dos Pastores da Alegria) 

http://dudabergsten.blogspot.com.br/

terça-feira, 14 de junho de 2016

+ COMUNHÃO - EVENTOS = INTIMIDADE COM DEUS



Como pastor de crianças, confesso que estamos vivendo um tempo muito delicado em nossas igrejas no que diz respeito ao trabalho com crianças, por isso chamo atenção de todos os envolvidos com crianças, além de pastores em modo geral para juntos refletirmos sobre o que é de fato essencial para nossas crianças.

Nunca se viu “tantos ministérios” para se trabalhar com crianças como estamos vendo em nossos dias. Como líder do Ministério Pastores da Alegria, posso até, com esta postagem, estar dando um tiro no próprio pé, mas não vou me omitir de trazer para discussão um assunto tão relevante para nossos dias.

Quem trabalha com crianças sabe que elas são “a menina dos olhos de Deus”, ou seja, existe uma atenção toda especial em alcança-las. O próprio Jesus advertiu os discípulos para não impedirem as crianças de chegarem a Ele “...Mas Jesus lhes ordenou: Deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, pois o Reino dos céus pertence aos que se tornam semelhantes a elas...” (Mateus 19:14). E assim como Jesus as ama e quer que elas andem com ele, nosso inimigo também tem total atenção em atraí-las, pois desta forma uma geração que não ame nem sirva a Jesus estaria no seu controle.

Mas o que realmente significa “Deixar vir a mim as crianças...?”

Jesus estava falando aqui com toda a certeza, inclusive e sobre tudo, que crianças devam ter acesso a Ele e a tudo que Ele pode dar e fazer por uma pessoa. Jesus quer que as crianças o conheça e tenham intimidade com Ele. Jesus queria as crianças perto dele, em contato com ele, em intimidade com ele em uma relação sadia como a de “pai e filhos”. Os nossos filhos se tornam aquilo que nós formamos neles, e Jesus queria formar uma geração obediente ao Pai.
      
Agora minha dúvida é: Será que os eventos que estamos promovendo estão conduzindo às crianças a uma intimidade com Jesus, ou um tempo divertido de entretenimento?

Não quero com isso dizer que crianças não necessitem brincar nem menosprezando o ensino através do lúdico. Mas trazer uma consciência de que, se nossos eventos não proporcionarem intimidade com Jesus às crianças, precisamos revê-los urgentemente, pois mostrar Jesus e faze-las caminhar com Ele deve ser nosso principal esforço, foco e motivo em trabalhar com elas. Se não levarmos nossas crianças a amarem o Senhor, andar com Ele em intimidade, podemos estar correndo o grande risco do "engano" e apesar de tantos esforços no trabalho com elas, nossas crianças se tornam "vulneráveis" a caminhar longe de uma vida comprometida com o Senhor. Já pensou? Seu ministério passar a contribuir para uma criança se manter longe da intimidade com o Senhor? Misericórdia!
         
Em vários convites que recebemos para ministrar com os palhaços Pastoreco e Pastolete, as pessoas alegam que estão nos convidando pois gostariam de promover um tempo divertido e animado para as crianças de sua igreja. Parece até óbvio que um casal de palhaços, vá levar “alegria e diversão” onde passa, mas esta não é, com certeza, nossa motivação para pregar às crianças. Nós trabalhamos para haver um quebrantamento no meio das crianças, sem apelos emocionais, queremos ver crianças confessando Jesus como Salvador de suas vidas e Senhor, como aquele que irá “governar” todos seus passos a partir daquele encontro. Trabalhamos para ver crianças em intimidade com o Senhor, amando e adorando como Verdadeiros Adoradores!
         
Muitos “Tios e Tias”, Palhaços, Cantores e Cantoras, muitos Ministério Infantis, estão trabalhando neste grande exército onde o lema é: “Pregar a Palavra de Deus aos pequeninos” Glória a Deus! 

Mas, será que de fato isso está acontecendo? Será que as crianças para qual “nos apresentamos” já não conhecem aquela "Palavra de Deus"?  Será que é disso que as crianças necessitam? Será que nosso sustento ministerial não é em muitos casos nossa maior motivação? Será que não queremos apenas ver as crianças cantando "nossas musiquinhas"?

Eu confesso que ficaria muito feliz se não recebesse mais convite das igrejas pois o “nível espiritual” das crianças pedissem mais de Deus e menos de entretenimento, que a música que saísse dos lábios delas fosse em adoração um: “eu te amo Pai” ao invés de um “Poróró”. Estamos “brincando” com nossas crianças e esquecemos que o Pai as leva a sério. Estamos entretendo nossas crianças e esquecendo que nas escolas, nas ruas, no dia a dia o nosso inimigo está esperando para “traga-las” oferecendo a elas um banquete de lixo, e ao menos que a comida que estejamos dando a elas seja de fato forte e poderosa, nossas crianças em pouco tempo estarão comendo nas mãos do inimigo.
    
Menos congressos, menos eventos, menos “recursos audiovisuais”, menos historinhas e blá-blá-blá e  mais oração e jejum, mais crianças verdadeiras adoradoras, menos entretenimento, mas intimidade, menos “ministérios”, mais pessoas que se importam de verdade com estas crianças, de tal forma que gastem suas vidas para conduzi-las ao Pai, empreendam todos seus esforços para promover mais intimidade com Cristo, onde uma vida de santidade não é uma utopia ou um objetivo distante, mas uma prática e realidade a ser vivida.

Tias, tios, líderes e todos que trabalham com o “ministério infantil” que você seja um instrumento de Deus para promover mais intimidade e comunhão de Deus na vida das crianças, que você seja um instrumento “consagrado” para abrir os caminhos e não impedir que crianças conheçam de fato Jesus, não conhecerem de "ouvir falar" mas de andarem com Ele. Que seu coração seja de um verdadeiro pastor de crianças, que conhece as necessidades espirituais dos pequeninos e vai alimenta-las, formando a geração mais santa, mais intima, mais poderosa no uso da Palavra que já se viu e ouviu, que vai preparar os Profetas da Última geração, a geração que vai entrar na “Terra Prometida” na Jerusalém de Deus.

"Uma geração contará à outra a grandiosidade dos teus feitos; eles anunciarão os teus atos poderosos. Proclamarão o glorioso esplendor da tua majestade, e meditarei nas maravilhas que fazes." (Salmos 145:4,5 )


Pr. Eduardo Bergsten 


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

FORMAÇÃO CRISTÃ DA CRIANÇA - FAMÍLIA X IGREJA


         As comunidades cristãs exercem um grande papel na formação e preparação do indivíduo. Podemos chamar este processo de discipulado, ou seja, a formação de um discípulo para viver segundo os padrões cristãos que a Palavra de Deus nos norteia. Diante desta realidade muitos pais confiam à igreja a responsabilidade de discipularem seus filhos os prepararem para a caminhada cristã.

         Como pastor de crianças a mais de 12 anos e andando pelo Brasil, conhecendo vários ministérios e famílias tenho percebido o grande equívoco que ocorre tanto de parte das igrejas como dos pais no que se refere a formação cristã das crianças.

         Crianças fazem parte do “Rebanho mais Precioso” que o Senhor nos confiou. Elas são preciosas para o Senhor. Se uma criança for ensinada a Ama-Lo desde pequena, ela virá a ser uma grande benção por onde ela passar. Da mesma forma que o Senhor tem interesse total pelas crianças, nosso inimigo também tem e cabe a nós, vencermos esta batalha para o Senhor, abrindo os caminhos e não impedindo que elas venham até Jesus, impedindo que nossos filhos, nossas crianças, venham se desviar da vontade de Deus para a vida delas.  "Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus."  (Marcos 10: 14)

         Muitas vezes nós temos impedido este “encontro”, simplesmente ignorando a criança e não proporcionando um caminho direto para Cristo. Podemos impedir que uma criança conheça a Cristo de várias maneiras, e infelizmente a “religião” tem sido a pior “pedra de empecilho” que muitos tem colocado para as crianças se chegarem até Cristo. Já vi alguns pais colocarem seus filhos de castigo de “igreja” por se comportarem mal em casa ou na escola os proíbem de participar das atividades da igreja. Isso é terrível, pois participar das atividades da “igreja” não é um troféu ou um prêmio para a criança e sim um algo fundamental para formação cristã. É como se um pai deixasse seu filho passar fome como castigo. O alimento é fundamental para o corpo assim como a Palavra de Deus é fundamental para o espírito. Por outro lado também tem aqueles pais que simplesmente obrigam seus filhos a irem para igreja, sem despertar neles o interesse e o gosto por estar na Casa de Deus. O salmista disse: "Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor" (Salmo 122:1). Assim como não podemos “impedir” as crianças de irem a igreja prestar seu culto ao Senhor, também precisamos motiva-las ( dar motivos )  para elas desejarem estar na igreja.

         Diante das responsabilidades de cada parte, Igreja x Família, cada um exerce um papel fundamental na formação cristã. Os pais sem dúvida são os principais responsáveis por transmitir os princípios e conhecimento do Senhor aos seus filhos como vemos em Deuteronômio capítulo 6:1-9.

 “Esta é a lei, isto é, os decretos e as ordenanças, que o Senhor, o seu Deus ordenou que eu lhes ensinasse, para que vocês os cumpram na terra para a qual estão indo para dela tomar posse.
Desse modo vocês, seus filhos e seus netos temerão ao Senhor, o seu Deus, e obedecerão a todos os seus decretos e mandamentos, que eu lhes ordeno, todos os dias da sua vida, para que tenham vida longa.
Ouça e obedeça, ó Israel! Assim tudo lhe irá bem e você será muito numeroso numa terra onde manam leite e mel, como lhe prometeu o Senhor, o Deus dos seus antepassados.
Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor.
Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças.
Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração.
Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.
Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa.
Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões.”

O amor ao Senhor vem de casa, assim como o conhecimento das obras, das maravilhas e da bondade do Senhor. A criança experimenta isso diariamente em um ambiente saudável tendo seus pais como exemplo, pelo menos isso é que se espera de uma família cristã. Já na igreja local a criança aprende a prestar seu culto racional com louvor, adoração, comunhão, testemunhos e edificação pela Palavra.

         Atenção igrejas, principalmente pastores, não somos chamados para “entreter” crianças, e sim para pastorear, conduzindo-as a um tempo de comunhão e edificação. Não fazer nada, é impedir que crianças venha até Jesus, ou da mesma forma fazer de qualquer jeito, sem capacitar os líderes e professores que estarão trabalhando com as crianças, sem fornecer um material de qualidade e um espaço digno para que a criança se sinta “aconchegada” ao ambiente, fazendo cada um o melhor, segundo as suas condições.

Se estes dois lados funcionarem harmoniosamente, família x igreja, então estaremos formando a geração mais poderosa e comprometida com o Senhor já visto. Uma geração Santa, preparada para Amar e Servir ao Senhor.


Pr. Eduardo Bergsten
http://dudabergsten.blogspot.com.br/


        

         

terça-feira, 26 de junho de 2012

PASTOREIO DE CRIANÇAS: EDIFICANDO CORAÇÕES


          Tratamos na última postagem sobre a visão geral do pastoreio de crianças na ótica da família. Os pais são os responsáveis por este papel e quando se omitem de suas responsabilidades, os filhos receberão instruções e formação que muitas vezes podem ser contra a Palavra de Deus. Desta forma uma das primeiras tarefas, enquanto pai-pastor são a formação e edificação do coração dos filhos segundo a palavra de Deus.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

EDUCAÇÃO DE FILHOS: PASTOREANDO O CORAÇÃO DOS FILHOS


        Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito" (Isaías 53:10-11)

        Uma das melhores recompensas que um pai* poderá ter será olhar para os filhos e se satisfazer em ver o bom resultado do seu trabalho, ou seja, se tornarem homens ou mulheres de Deus, tementes, responsáveis e bem sucedidos. Mas como garantir um futuro certo para nossos filhos? Não existe mágica, nem uma cartilha detalhando como agir em cada situação, mas tudo isso só será realidade se nós, pais, entendermos a responsabilidade que temos de pastorear o coração de nossos filhos.

sábado, 16 de junho de 2012

EDUCAÇÃO DE FILHOS - O USO DA VARA EM NOSSOS DIAS!


Como lidar com a vara nos dias em que a lei diz: 
Não bata! Eduque! ?

        De acordo com dados oficiais, 18 mil crianças são espancadas diariamente no Brasil. Cerca de 3.600 são mortas todos os anos, vítimas de negligência, violência física, abuso sexual e psicológico. Para o Ministério da Saúde, 38% das mortes abaixo dos 19 anos são causadas por agressões.

        Estamos vivendo em uma sociedade corrompida e violenta, como nunca se viu antes. Tudo isso é um indício de que estamos vivendo o tempo do “princípio das dores” conforme lemos em Mateus 24.1-14. Temos presenciado muitos destes acontecimentos, inclusive o citado no versículo 12 que diz: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” Outro trecho que podemos comprovar as crueldades familiares dos últimos dias está em Marcos 13.12 "E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer." Todas estas coisas estão hoje em dia acessíveis diariamente nas manchetes dos jornais de todo o país, é cruel, assustador, verdadeiro, estão acontecendo e muitos de nós não nos damos conta da relevância que tudo isso tem para Igreja.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A GRATA E OU INGRATA MISSÃO DE SERMOS PAIS.


                Quando se trata de educação de filhos, todos somos “marinheiros de primeira viagem”.  Somos preparados para muitas coisas na vida, mas para esta difícil tarefa, temos que aprender dentro das lições práticas que a vida nos proporciona. Com o primeiro filho, tudo é muito novo e  rapidamente precisamos sair do estágio de “aprendiz” para “profissional da área” se quisermos de fato fazer um bom trabalho com pais. Claro que podemos buscar conhecimento. Literatura ajuda, aconselha e nos dá direções, mas é na prática que tudo acontece, na prática, tudo é muito diferente dos livros. Logo percebemos que a própria natureza, nos conduz por caminho antes nunca trilhado e passamos a conhecer um novo tipo de amor, um amor incondicional por um ser tão especial que chamamos de filho.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

EDUCAÇÃO DE FILHOS: NÃO É NÃO! E PONTO FINAL.


        Muitas pessoas me pedem algumas dicas sobre educação de filhos. Nos anos de ministério voltados a família e foco no evangelismo e pastoreio de crianças tem me ajudado a perceber que a difícil tarefa de educar os filhos é cada vez mais negligenciada e permissiva o que corrobora para filhos rebeldes e pais sem autoridade.
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